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Principais avanços no tratamento de câncer de mama

O câncer de mama ocupa a quinta posição em mortes por câncer em mulheres

Ele também é o câncer mais incidente em mulheres no mundo, com cerca de 24,2% de todos os casos no ano de 2018. Apesar de suas altas taxas de cura em diagnósticos precoces, esta doença representa altos riscos para pacientes que a descobrem tardiamente, e a curva de mortes causadas pelo câncer de mama ascende rapidamente, preocupando muitos cientistas.

Por isso, diversos estudiosos se dedicam a encontrar tratamentos eficazes e menos agressivos, alternativos à quimioterapia e radioterapia que já são aplicadas atualmente.

Câncer de mama e a cirurgia

No que se refere à abordagem cirúrgica, os estudos buscam efetuar procedimentos menos invasivos e preservar a mama, sempre que possível e quando não representar um risco à saúde da paciente. A decisão é feita com base nas características individuais de cada paciente, levando em conta dados como status menopausal, idade, preferências e comorbidades.

Existem, basicamente, duas modalidades que envolvem a cirurgia atualmente. Nos primeiros estágios da doença, o tratamento geralmente inicia com a cirurgia (que pode ser localizada ou mastectomia total com reconstrução de mama) e complementada com radioterapia ou tratamento sistêmico.

No estágio intermediário, pode-se optar pela terapia sistêmica e conforme evolução positiva do caso, complementar com a cirurgia mais adequada ao paciente.

Estes tratamentos atuais são eficientes, proporcionando a recuperação de muitas mulheres. Porém, a ciência busca opções cada vez menos desgastantes e mais efetivas, para que a plena recuperação se dê mais rápido.

Por isso surgiu a oncologia de precisão

Nessa nova modalidade que surgiu há 20 anos, os médicos buscam estudar exatamente como, quando e onde deverão atingir o corpo com o tratamento, reduzindo efeitos colaterais e melhorando resultados. Neste campo, uma das opções mais promissoras é a das terapias genéticas.
Isso ocorre porque estudando o comportamento das células e a incapacidade do corpo humano de eliminar os agentes causadores do câncer antes de ele ser efetivamente, câncer, os cientistas conseguirão compreender este mecanismo e desenvolver uma terapia personalizada de acordo com o quadro de cada paciente.

A ideia surgiu a partir de um conceito bem antigo, vindo de 1908 onde o cientista Paul Ehrlich sugeriu a possibilidade de desenvolver um medicamento personalizado para combater infecções de modo específico. E a ideia casou perfeitamente com a vontade dos cientistas em desenvolver terapias para atacar tumores cancerosos, surgindo assim, as terapias-alvo.

Elas já são realidade para tratar tumores no fígado, pulmão, pele, rim, reto, mama, ovário, leucemias, linfomas, sarcomas, melanoma e cólon. Porém, atualmente são recomendadas apenas para câncer de mama, linfoma e leucemia.

Outra alternativa seria a imunoterapia

A imunoterapia tem como objetivo, programar nossas próprias células do sistema imunológico para atacar a doença, como por exemplo, câncer de mama. Apesar de ser estudada a mais de 100 anos, nos últimos 5 os cientistas têm encontrado resultados animadores que comprovam a eficácia deste tratamento.
Para que o tratamento contra o câncer dê certo, eles precisam apenas bloquear o mecanismo utilizado pelas células cancerígenas que engana o nosso corpo e faz com que ele pense que são células comuns.
Desta forma, nosso sistema imunológico irá compreender que na realidade são células danificadas e poderá destruí-las. O método se mostrou menos agressivo e mais eficaz.

Porém, o maior obstáculo identificado é o sequenciamento genético de cada tipo de câncer, que possibilitaria o tratamento em larga escala.

A imunoterapia não será a cura definitiva para o câncer. Será como outras terapias que salvam muitos pacientes e ainda deixa algumas baixas, porém segue como uma boa esperança para muitas pessoas que buscam se curar dessa doença que ainda faz milhares de vítimas.